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Colmeia com abelhas mortas dentro Foto Daniel Gonçalves

O DESAPARECIMENTO DAS ABELHAS

A apicultura e a meliponicultura no mundo todo enfrentam hoje o seu maior desafio: as abelhas, principais polinizadores da natureza, estão desaparecendo. Os primeiros relatos apontando o desaparecimento em larga escala de abelhas vieram dos EUA, mas hoje este problema também se manifesta na Europa, América do Norte, América Latina e, particularmente, no Brasil.

Estudos científicos indicam que este fenômeno é sintomático e epidêmico, causado por um distúrbio que mundialmente passou a ser denominado CCD (Colony Collapse Disorder – Síndrome do Colapso das Colônias) ou, simplesmente, Síndrome do Desaparecimento das Abelhas.

Porém, o declínio desses importantes polinizadores fica evidente também pelos relatos de mortes massiva de abelhas em apiários e meliponários, um fenômeno que se repete silenciosamente na natureza, atingindo também as abelhas silvestres.

SAIBA MAIS

O PROBLEMA NO BRASIL

As estatísticas sobre a atividade apícola no Brasil infelizmente são escassas, e um canal para o registro compartilhado do desaparecimento e morte massiva de abelhas apenas começou a ser feito a partir da iniciativa da campanha “Sem Abelha, Sem Alimento”, quando do lançamento do aplicativo Bee Alert. Antes, porém, destaca-se o importante trabalho do pesquisador Prof. Dr. Osmar Malaspina, da Unesp de Rio Claro, que estudou a morte de milhares de colmeias, em particular no estado de SP.

O aplicativo Bee Alert tinha, até fevereiro de 2015, mais de 100 casos documentados na América Latina (sendo 95% deles no Brasil), com aproximadamente 12 mil colmeias afetadas, e cerca de 700 milhões de abelhas exterminadas. Mas o assunto tem ganhado a atenção da mídia, por se apresentar como um problema que evolui e se expande de forma preocupante. Confira abaixo algumas manchetes em importantes jornais, revistas e portais de notícias do Brasil e do mundo relatando o tema.

O Perigo dos Agrotóxicos

O Departamento de Agricultura dos EUA relatou em Maio de 2013 a morte de quase 1/3 das abelhas depois do inverno de 2012/2013, e a redução, nos últimos 6 anos, foi de 30,5% do número de colônias de abelhas. Estudos apontam os defensivos agrícolas, particularmente os pesticidas neonicotinoides, como uma das principais hipóteses para explicar o CCD.

Em maio de 2013, a União Europeia, numa clara preocupação com os efeitos decorrentes do declínio dos polinizadores, suspendeu por 2 anos  o uso dos pesticidas neonicotinoides que contêm Clotianidina, Tiametoxam e Imidacloprida, para determinadas culturas. Estes produtos indicavam ser altamente tóxicos às abelhas. O banimento passou a vigorar em 01/12/13 e será revisto ao final de 2015.


Estudo vincula inseticidas neonicotinoides com desaparecimento das abelhas

Um estudo da Universidade de Harvard vincula o uso dos inseticidas neonicotinoides (de origem na molécula de nicotina) com o desaparecimento das colônias de abelhas durante o inverno.

Os resultados da pesquisa, publicados na revista “Bulletin of Insectology”, reforçam os de outros trabalhos similares que relacionam o conhecido como “transtorno do colapso das colônias”, pelo que as abelhas abandonam suas colmeias durante o inverno e acabam morrendo com este tipo de produto químico.

“Demonstramos outra vez neste estudo que os neonicotinoides são muito provavelmente os responsáveis por desencadear o CCD nas colmeias que estavam saudáveis antes da chegada do inverno”, explicou em comunicado o diretor da pesquisa e professor associado de Harvard, Chenseng Lu. Veja o artigo: Bulletin of Insectology Artigo Lu

 


Estudo mostra relação entre pesticida e desaparecimento de abelhas

Chamado de Colony Colapse Disorder (CCD) em inglês, trata-se de um fenômeno onde abelhas abandonam suas colmeias deixando para trás suas crias e comida. O CCD atinge principalmente os Estados Unidos e começou a ser notado no final de 2006. Não se sabe ao certo porque acontece esse esvaziamento das colmeias, já que normalmente elas são encontradas vazias, com pouca ou nenhuma abelha morta.

 Revista veja / Frank Rumpenhorst
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/ciencias/abelhas-3-desaparecimento-de-abelhas-intriga-cientistas-dos-eua.htm

 

Abelhas mortas por contaminação Foto Daniel Gonçalves

As abelhas estão desaparecendo. E isso é preocupante.

“No Brasil, apicultores de diversos Estados têm relatado perdas substanciais – e muitas vezes inexplicáveis – em suas colmeias. Além de Santa Catarina, também Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul estão entre os afetados.

Para Lionel Segui Gonçalves, professor aposentado da USP de Ribeirão Preto, e atualmente contratado como professor visitante da UFERSA-RN, o Brasil sofre com um uso indiscriminado de agrotóxicos, e não tem uma legislação de restrição efetiva. Lionel é um dos idealizadores do projeto Bee or not to be (abelhas ou não ser, em tradução livre, fazendo um trocadilho com a frase de Shakespeare), uma campanha de proteção das abelhas, lançada no ano passado. O objetivo é alertar a população e buscar apoio para proteção dos insetos no Brasil e no mundo. A campanha recolheu assinaturas para uma petição, que deve ser entregue ao MAPA e ao MMA, exigindo ações efetivas no combate ao declínio dos polinizadores.”

Revista Veja / Juliana Santos