Projeto “Férias no Bosque” reuniu mais de 9 mil visitantes em duas semanas de atividades

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Projeto “Férias no Bosque” reuniu mais de 9 mil visitantes em duas semanas de atividades

O título “Os cupidos do Bosque” despertou a atenção do público visitante para o tema da polinização e da sustentabilidade das áreas verdes: animais e plantas precisam uns dos outros para sobreviver.

Sem abelha, sem alimento: as crianças aprendem que os frutos dependem do serviço de polinização realizado pelas abelhas e outros animais polinizadores.

Sem abelha, sem alimento: as crianças aprendem que os frutos dependem do serviço de polinização realizado pelas abelhas e outros animais polinizadores.

Durante a terceira e a quarta semana do mês de janeiro, a Divisão de Planejamento e Educação Ambiental, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, realizou através do PEA – Programa de Educação Ambiental, operacionalizado conjuntamente pelas Secretarias do Meio Ambiente e da Educação – o projeto “Férias no Bosque”, obtendo grande sucesso de público com mais de 9 mil visitantes.
Logo na primeira semana, entre os dias 16 e 18 de janeiro, o Bosque e Zoológico Municipal “Dr. Fábio Barreto” recebeu aproximadamente 3 mil visitantes. E, na semana seguinte, entre 23 e 27 janeiro, as visitas duplicaram, quase 6 mil pessoas passaram por lá.
E, no domingo, dia 27 de janeiro, para encerrar a programação, ocorreu a 3ª Feira Educativa “Pelo Mundo das Abelhas”, organizada pelo PEA em parceria com a ONG “Bee or Not to Be”.
No total, mais de 9 mil visitantes puderam desfrutar de todas as atividades de Educação Ambiental idealizadas pelo PEA para enriquecer a programação de férias de crianças, jovens e familiares que passearam pelo Bosque.

Crianças e adolescentes conversam sobre flores e polinizadores.

Crianças e adolescentes conversam sobre flores e polinizadores.

O tema dos “Cupidos do Bosque” colocou em evidência o fato de alguns animais serem imprescindíveis no processo de reprodução de 70% das plantas que dão flores e frutos.
A metáfora dos cupidos ajuda a explicar que esses animais são, na verdade, responsáveis pelo serviço de polinização, ou seja, quando abelhas, besouros, pássaros e borboletas e outros agentes polinizadores carregam grãos de pólen de uma flor para a outra fertilizando as flores e contribuindo para a produção de alimentos, para a diversidade genética e para manutenção do equilíbrio de todo o ecossistema.
A ideia de coevolução também é muito importante e foi bastante explorada. A flor oferece recursos que atraem os polinizadores e precisa do serviço deles para gerar os frutos, ou seja, um não consegue viver sem o outro! As abelhas são sempre ótimos exemplos: muitas plantas dependem da polinização realizada pelas abelhas, e as abelhas dependem do pólen e do néctar ofertados por suas flores.

Crianças observam ninho de abelha-sem-ferrão no meliponário do Bosque.

Crianças observam ninho de abelha-sem-ferrão no meliponário do Bosque.

Seis estações, em diferentes pontos do Bosque, estavam preparadas para levar conhecimento sobre pólen, polinização e polinizadores. Durante as atividades, as crianças puderam conhecer um pouco mais sobre as interações ecológicas que ocorrem naturalmente neste bioma de Mata Atlântica.
Crianças de todas as idades também se divertiram com a brincadeira da “caça ao tesouro”: a estratégia lúdica era fazer os participantes seguirem algumas pistas até chegar aos “Gigantes do Bosque”. Foi assim que muitos conheceram algumas árvores centenárias e aprenderam a reconhecer outras espécies arbóreas presentes no parque.

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Uma chave de identificação botânica ajudou o público visitante a reconhecer as espécies de plantas que existem no Bosque de Ribeirão Preto e estão descritas no livro “Gigantes do Bosque”, publicado em setembro de 2018.

Uma chave de identificação botânica ajudou o público visitante a reconhecer as espécies de plantas que existem no Bosque de Ribeirão Preto e estão descritas no livro “Gigantes do Bosque”, publicado em setembro de 2018.

Estagiários do Bosque e voluntários de diversas áreas estavam preparados para ajudar a receber o público e conduzir as atividades: estudantes de biologia, medicina veterinária e engenharia ambiental revezaram-se para explicar e atender a curiosidade das crianças e adultos sobre a biodiversidade de animais e plantas da mata atlântica e suas inter-relações.

Estagiários do Bosque e voluntários de diversas áreas estavam preparados para ajudar a receber o público e conduzir as atividades: estudantes de biologia, medicina veterinária e engenharia ambiental revezaram-se para explicar e atender a curiosidade das crianças e adultos sobre a biodiversidade de animais e plantas da mata atlântica e suas inter-relações.

O CINE-férias com pipoca também animou a programação de Férias no Bosque.

O CINE-férias com pipoca também animou a programação de Férias no Bosque.

Quem foi passear no Bosque no domingo, dia 27, ainda pôde aproveitar a Feira Educativa para assistir a 3 palestras, conhecer diferentes espécies de abelhas, aprender sobre plantas melíferas e nectaríferas, degustar diferentes tipos de mel e conhecer muitos produtos cosméticos e fitoterápicos feitos a partir de mel, pólen, própolis e outros produtos das abelhas.

Zum-zum-zum no Bosque: crianças ouvem o zumbido das abelhas e conversam sobre a importância das abelhas durante a 3ª Feira Educativa Pelo Mundo das Abelhas.

Zum-zum-zum no Bosque: crianças ouvem o zumbido das abelhas e conversam sobre a importância das abelhas durante a 3ª Feira Educativa Pelo Mundo das Abelhas.

Colaboradores da Feira Educativa.

Colaboradores da Feira Educativa.

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