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O declínio dos polinizadores é, provavelmente, um dos temas que mais intriga a comunidade científica no mundo, por não haver uma razão única. É certo, entretanto, que as múltiplas causas têm, comprovadamente, grande interdependência entre elas.

Agrotóxicos, desmatamento, queimadas, doenças, ácaros, mudanças climáticas, déficit nutricional estão entre as inúmeras causas do desaparecimento ou morte das abelhas. Confira abaixo os principais fatores naturais e os ocasionados pelo homem.

PROVOCADOS PELO HOMEM

APLICAÇÃO INDISCRIMINADA DE PESTICIDAS

Pesticidas são altamente tóxicos para as abelhas e demais polinizadores. No Brasil seu uso é crescente, e confere ao país o título de campeão mundial de consumo de agrotóxicos, em estatísticas que crescem todos os anos.

Duas categorias de pesticidas têm destaque nas ocorrências envolvendo o desaparecimento ou morte de abelhas: a nova classe de pesticidas sistêmicos de última geração, os neonicotinoides (também conhecidos como neonics), e o pesticida Fipronil.

Os pesticidas neonicotinoides são hoje os mais consumidos no Brasil e em todo o mundo, podendo ser aplicados diretamente na planta adulta ou, ainda, enquanto semente. Este defensivo é absorvido pela planta através de suas folhas e raízes, sendo distribuído pelo sistema vascular por toda a planta, atingindo, inclusive, o pólen e o néctar de suas flores. As abelhas, ao visitarem as flores, são contaminadas com este pesticida.

É comprovada a ação destes pesticidas a taxas subletais nas abelhas: eles atuam causando problemas na memória de navegação, fazendo com que as abelhas campeiras se desorientem e percam sua capacidade de retornar às colmeias, morrendo longe das mesmas. Daí o termo “Desaparecimento das abelhas”.

A mortalidade dos polinizadores também ocorre pela contaminação direta em apiários e em enxames silvestres. Neste caso, a morte se dá pelo contato direto da abelha com o agrotóxico. Isto pode ocorrer quando da aplicação aérea de agrotóxicos (erros de aplicação ou o vento podem provocar o efeito de deriva, levando o produto para áreas não desejadas, como matas e florestas) e, particularmente, pela aplicação do Fipronil, um pesticida bastante agressivo, que causa efeitos devastadores nas colmeias.

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DESMATAMENTO E QUEIMADAS:

O desmatamento é um dos maiores problemas ecológicos do Brasil. Além da exploração predatória e ilegal madeireira, a busca por novas áreas para a expansão das atividades agrícolas e pecuária são as principais causas do desmatamento, principalmente na região amazônica, compreendendo com destaque os estados do Mato Grosso, Pará e Rondônia. Segundo o Greenpeace, só em janeiro de 2015, 129,36 km² foram desmatados naquela região.

Além do prejuízo ambiental que o desmatamento e as queimadas causam, com forte impacto no clima e nos biomas, o dano aos polinizadores também é gigantesco, em vários níveis:

– Ao derrubar e queimar árvores, ninhos e enxames de abelhas são completamente destruídos;

– O desmatamento causa a redução da oferta de alimentos às abelhas, e também a redução de áreas de nidificação (locais para as abelhas fazerem seus ninhos);

– A estratificação de florestas, ou seja, pequenas áreas preservadas separadas por grande áreas devastadas, faz com que seja reduzido o fluxo gênico entre as abelhas de uma mesma espécie (algumas espécies nativas tem pouca autonomia de voo e não conseguem passar de uma mata a outra), diminuindo a variabilidade da espécie.

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CAUSAS NATURAIS

NOSEMA:

Nosema é um parasita da abelha Apis Mellifera, classificado como um fungo. A doença que é adquirida pela ingestão de esporos e transmitida na colmeia por material fecal, prejudica a digestão do pólen, encurtando assim a vida da abelha.

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VARROA:

A Varroa é um gênero de ácaros ectoparasitas, que infesta e se alimenta dos fluidos corporais de pupas, larvas e indivíduos adultos de abelhas-melíferas do gênero Apis, levando-as à morte. A infestação por Varroa é comprovadamente danosa aos enxames e, por isso, apontada como uma das possíveis causas da síndrome de seu desaparecimento.

No Brasil, entretanto, as abelhas melíferas são as africanizadas, uma espécie híbrida do gênero Apis, que possui comportamento de muita resistência à Varroa. Assim, podemos afirmar ser este um problema de pouca significância em nosso país, ao contrário da Europa e dos EUA.

VÍRUS:

Além dos danos de sua infestação predatória, a Varroa prejudica as abelhas ao provocar infecções com transmissões de vírus fatais. Os mais conhecidos dos cientistas são o iflavirus DWV e o IAPV. O DWV ou vírus de deformação da asa, foi descoberto pela primeira vez em uma Apis Mellifera, na Rússia. Ele afeta a morfologia da asa das abelhas levando-as à morte. Pelo estudo de seu padrão, foi comprovada a contaminação pelo mel e um parentesco evolutivo com outros vírus transmitidos pela Varroa. Já o IAPV é um vírus que age no sistema nervoso da abelha, causando a sua paralisia. É extremamente temido por ser altamente adaptável e capaz de contaminar rapidamente uma colmeia, e até mesmo se impregnar na geleia real.